Algumas aves mais velhas desenvolvem sinais de doença cardíaca crônica, como incapacidade de se mover ou voar sem desconforto e falta de ar ou outras dificuldades respiratórias. Com o aumento da expectativa de vida das aves e a melhoria das técnicas de diagnóstico, as doenças cardíacas têm sido diagnosticadas com maior frequência. O diagnóstico de algumas doenças cardíacas em aves com as mesmas técnicas usadas em humanos (radiografia, tomografia computadorizada, eletrocardiograma e ecocardiograma) evoluiu rapidamente na última década. Com o diagnóstico do tipo de doença cardíaca, um veterinário especializado em aves pode prescrever medicamentos para limitar seus efeitos.
As doenças cardíacas têm sido associadas à aterosclerose (doença arterial coronariana) em aves de estimação. Os psitacídeos, em especial os papagaios-amazônicos, as araras e os papagaios-cinzentos africanos, são particularmente suscetíveis. Os fatores de risco compreendem sedentarismo, dieta rica em gordura e altos níveis de colesterol. Os sinais de doenças cardíacas em aves podem ser semelhantes aos de problemas respiratórios. Aves com doenças cardíacas podem parecer fracas, deprimidas ou letárgicas, apresentar aumento da frequência e do esforço respiratório, ter tremores involuntários ou perder o equilíbrio e cair de repente como se tivessem desmaiado.
Parasitas como protozoários ou as larvas de alguns vermes podem ser encontrados no sangue de várias espécies de aves de estimação. Esse problema tornou-se menos comum desde que a importação de aves exóticas de estimação foi interrompida na década de 1980. A maioria desses parasitas transmitidos pelo sangue não causa nenhuma doença ou sinal de enfermidade, a menos que a ave já esteja doente ou estressada. Caso surjam sinais, estes podem incluir apatia generalizada, diarreia e perda de apetite. O veterinário pode diagnosticar a maioria desses parasitas no exame microscópico de uma amostra de sangue.