A tularemia é uma doença bacteriana que afeta seres humanos e muitas espécies de animais silvestres e domésticos. Ela é causada por toxinas presentes no sangue, produzidas pela bactéria Francisella tularensis. A bactéria pode sobreviver por semanas ou meses em ambientes úmidos. Existem três tipos de organismos que diferem quanto à gravidade da doença que produzem. O tipo A é o mais provável de causar uma doença rápida e grave. É encontrada mais comumente na América do Norte. Em geral, a doença resultante da infecção pelo tipo B é leve e ocorre mais comumente em decorrência do contato com artrópodes (carrapatos, pulgas ou moscas) que disseminam a doença ou da ingestão de água contaminada na América do Norte e na Eurásia. O tipo C é o menos comum e o menos grave tipo de tularemia.
Em animais domésticos, as ovelhas são infectadas com maior frequência, porém infecções também foram relatadas em cães, gatos, suínos e equinos. É possível que muitos casos leves permaneçam sem tratamento e sem notificação entre animais de companhia e de produção. A infecção ocorre mais comumente em coelhos-do-algodão e lebres, castores, ratos-almiscarados, ratos-do-campo e ovelhas na América do Norte, bem como em outros arganazes, camundongos-do-campo e lemingues na Europa e na Ásia. Embora seja encontrada em todos os estados, com exceção do Havaí, a tularemia é mais frequentemente relatada nas regiões centro-sul e oeste dos Estados Unidos (Califórnia, Missouri, Oklahoma, Dakota do Sul e Montana). Os cães parecem ser relativamente resistentes à bactéria, e as infecções em cães são raras.
A doença pode ser transmitida de animais para pessoas por várias vias. O modo mais comum de transmissão para as pessoas é através da picada de um carrapato infectado. A transmissão direta pode ocorrer pelo contato com tecidos úmidos durante o esfolamento e preparo de animais silvestres. A inalação de organismos presentes no ar pode causar doenças nos pulmões. Outras fontes de infecção incluem a ingestão de caça infectada e malcozida e o consumo de água contaminada. Raramente, a mordida de um gato que tenha se alimentado recentemente de um animal infectado foi identificada como fonte de infecção humana.
Os cães podem ser infectados com tularemia da mesma forma que as pessoas. Além disso, os cães podem ser infectados ao comer animais mortos.
Na maioria dos mamíferos, os sinais da doença podem incluir infestação por carrapatos, linfonodos aumentados, início súbito de febre alta, letargia e apetite reduzido. Outros sinais podem incluir rigidez e mobilidade reduzida, estando associados a uma infecção generalizada. As frequências cardíaca e respiratória também podem estar aumentadas, e o animal infectado pode apresentar tosse, diarreia e micção frequente. A prostração e a morte podem ocorrer em poucas horas ou dias. Casos muito leves, sem sinais, podem ser comuns.
Os veterinários tratam os casos de tularemia com antibióticos. O tratamento precoce deve prevenir a morte; no entanto, pode ser necessário um tratamento prolongado. O controle é difícil e se limita à redução da infestação por carrapatos, bem como ao diagnóstico e tratamento rápidos. Os animais que se recuperam desenvolvem uma imunidade duradoura.
Consulte também o conteúdo profissional referente à tularemia.