VERSÃO PARA DONOS DE ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO

Vermes parasitas da pele em cães

PorKaren A. Moriello, DVM, DACVD, Department of Medical Sciences, School of Veterinary Medicine, University of Wisconsin-Madison
Revisado/Corrigido jun. 2018 | Modificado set. 2024
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Um parasita é todo ser vivo que vive dentro, sobre ou junto a outro ser vivo (conhecido como hospedeiro) e que depende do hospedeiro para sua alimentação e abrigo. Embora o parasita se beneficie dessa relação, o hospedeiro não se beneficia e pode ser prejudicado no processo. Alguns parasitas dependem de um hospedeiro durante toda a sua vida, enquanto outros dependem de um hospedeiro apenas durante uma parte de sua vida. Muitos vermes são parasitas que infectam cães, gatos, cavalos e outros animais. Alguns desses vermes também podem infectar pessoas. A seção a seguir descreve os vermes parasitas que afetam a pele dos animais de estimação.

Infecção por Dracunculus

Dracunculus insignis é uma espécie de nematódeo encontrado principalmente no tecido conjuntivo sob a pele das pernas do animal hospedeiro. Eles são conhecidos por infectar guaxinins, visons e outros animais, inclusive cães, na América do Norte. Os vermes fêmeas podem atingir mais de 300 milímetros (1 pé) de comprimento. Os vermes machos são minúsculos em comparação, com aproximadamente 20 milímetros (0,8 polegada) de comprimento. Esses vermes podem produzir úlceras na pele de seus hospedeiros. Quando as úlceras entram em contato com a água, os vermes projetam a cabeça para fora das feridas para depositar suas larvas longas e de cauda fina. As larvas se desenvolvem dentro de outro hospedeiro, a pulga-d’água. Os cães também podem ser infectados se beberem água contaminada ou comerem outro hospedeiro, como um sapo.

Os sinais de infestação por vermes D. insignis incluem trajetos inchados, serpiginosos (semelhantes a cobras), sob a pele e úlceras vermelhas semelhantes a crateras na superfície da pele. Essas infecções são raras, mas ocasionalmente são encontradas em cães que frequentam pequenos lagos e águas rasas e estagnadas.

Os veterinários tratam a infecção por meio da extração cuidadosa e lenta dos parasitas. Medicamentos antiparasitários das classes imidazol e benzimidazol também podem ser úteis.

Em algumas partes da África, Ásia e Oriente Médio, o verme-da-guiné (Dracunculus medinensis) é um parasita bem conhecido de seres humanos, que também pode infectar cães e outros animais.

Dermatite por Pelodera

A dermatite por Pelodera é uma infestação rara por vermes na pele que causa infecção cutânea de curta duração. O quadro clínico é causado quando as larvas de nematódeos, conhecidas como Pelodera strongyloides, invadem a pele. Essas larvas são amplamente encontradas em matéria orgânica em decomposição (como feno úmido) e na superfície ou próximo à superfície do solo úmido. São encontradas apenas ocasionalmente como parasitas. Na maioria dos casos, os animais são expostos às larvas por meio do contato direto com materiais infestados, como cama/forração úmida e suja. Animais com pele saudável normalmente não correm risco de infecção.

As feridas em geral aparecem apenas nas partes do corpo que entram em contato com o material infestado, como pernas, virilha, abdômen e tórax. A pele afetada é vermelha e parcialmente ou completamente sem pelos. Além disso, podem surgir protuberâncias na pele, nódulos cheios de pus, crostas ou úlceras. Frequentemente, embora nem sempre, há coceira intensa, fazendo com que o animal se arranhe, morda ou esfregue a área infectada. Os veterinários geralmente conseguem fazer um diagnóstico definitivo examinando um raspado cutâneo ao microscópio para verificar a presença de larvas de vermes. Animais com dermatite por Pelodera podem ser tratados da mesma forma que outras infestações por vermes da pele. Em muitos casos, simplesmente transferir o animal para uma área seca com cama limpa levará à sua recuperação.

Para obter mais informações

Consulte também o conteúdo profissional sobre vermes parasitas da pele.