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Perda de pelos (alopecia) em cães

PorKaren A. Moriello, DVM, DACVD, Department of Medical Sciences, School of Veterinary Medicine, University of Wisconsin-Madison
Revisado/Corrigido jun. 2018 | Modificado mai. 2025
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A alopecia é a falta parcial ou total de pelos em áreas onde eles normalmente estão presentes. A perda de pelos é um sinal, e sua causa subjacente deve ser determinada para que a condição possa ser tratada com sucesso. Se um cão apresenta queda de pelos e coça a área excessivamente, a coceira deve ser investigada primeiro.

Há muitas causas de perda de pelo que podem ser congênitas (o animal nasce com a condição) ou adquiridas. A perda de pelos congênita pode ou não ser hereditária. É causada pela falta de desenvolvimento normal dos folículos pilosos. Pode ser notada no nascimento ou logo após. Ou o cão pode nascer com uma pelagem normal e, em seguida, ocorrer perda de pelos em placas ou generalizada quando o cão se torna um jovem adulto.

Na perda de pelos adquirida, o cão nasce com uma pelagem normal. Tem ou teve folículos pilosos normais em algum momento e é ou era capaz de produzir pelos estruturalmente normais. Qualquer doença que possa afetar os folículos pilosos pode causar perda de pelo. Determinadas doenças podem destruir o folículo piloso ou a haste pilosa ou interferir no crescimento do pelo. Algumas doenças podem causar desconforto ao cão (por exemplo, dor ou coceira), levando a autotraumatismos e perda de pelos. A perda de pelos adquirida pode ser inflamatória ou não inflamatória.

Doenças que podem causar diretamente a destruição ou danos à haste do pelo ou ao folículo incluem infecções bacterianas, fúngicas ou parasitárias; doenças inflamatórias severas da pele; traumas cutâneos (como queimaduras ou radiação); e (raramente) intoxicações causadas por mercúrio, tálio ou iodo. Essas doenças tendem a ser inflamatórias.

Doenças que podem inibir ou retardar o crescimento do folículo piloso incluem deficiências nutricionais (particularmente deficiências proteicas) ou desequilíbrios hormonais (como hipotireoidismo). Perda de pelos temporária pode ocorrer durante a prenhez, lactação e várias semanas após uma doença grave ou febre. Esses tipos de perda de pelos tendem a ser não inflamatórios, a menos que se desenvolva uma infecção secundária da pele.

Muitos responsáveis por cães procuram assistência veterinária porque seus animais de estimação soltam muito pelo. É importante lembrar que o desenvolvimento natural e o crescimento de novos pelos são acompanhados pela queda dos pelos antigos. A queda de pelos pode ser anormal (excessiva) se resultar em perda evidente da pelagem e em áreas calvas. A queda anormal de pelos pode ser causada por uma infecção bacteriana. No entanto, se a queda não for acompanhada por áreas calvas ou perda simétrica de pelos, é provável que seja apenas uma fase da substituição natural da pelagem.

Coceira ou dor são causas comuns de perda de pelos inflamatória adquirida. Doenças que comumente causam coceira ou dor incluem infecções, parasitas e alergias. O câncer de pele raramente causa perda de pelos. O atrito pode causar áreas de queda de pelo, por exemplo, com coleiras mal ajustadas. Raramente, a autolimpeza excessiva pode ser causa de perda de pelos em alguns cães.

Os sinais de perda de pelos podem ser óbvios ou sutis, dependendo da doença. A perda de pelos congênita ou hereditária é comumente simétrica (aparecendo de forma semelhante em ambos os lados do corpo) ou localizada em uma área apenas. Normalmente, não é acompanhada de inflamação.

Sinais de perda de pelos adquirida são variados e frequentemente influenciados pela(s) causa(s) subjacente(s). A perda de pelos pode afetar um local isolado ou várias áreas, ou ainda pode ser simétrica ou generalizada. Inflamação, espessamento da pele, alteração da cor da pele, descamação, queda excessiva de pelos e coceira são comuns. Algumas causas podem levar ao desenvolvimento de doenças cutâneas secundárias, como infeções ou exsudação. A coceira é variável, dependendo da causa primária.

Um diagnóstico preciso da causa da perda de pelos requer uma anamnese detalhada e um exame físico. Pontos importantes na anamnese incluem a predisposição da raça à perda de pelos congênita ou hereditária; a presença, a duração e a progressão dos problemas; a presença ou ausência de coceira; evidências de infecção; e problemas gerais de saúde.

O exame físico abrangerá tanto a pele do cão quanto sua saúde geral. No exame físico, seu veterinário observará o padrão e a distribuição da perda de pelos. Os pelos serão examinados para determinar se estão caindo do folículo piloso ou se estão se quebrando. O veterinário também procurará sinais de infecções cutâneas ou parasitas e pode realizar raspados cutâneos e pentear a pelagem para verificar se há pulgas, ácaros e piolhos. Os raspados cutâneos e os materiais obtidos durante a penteação podem ser armazenados e enviados a um laboratório para análise.

Seu veterinário pode solicitar exames laboratoriais diagnósticos. Esses exames geralmente incluem esfregaços e cultura da pele para verificar se há infecções bacterianas, fúngicas ou por leveduras. Se esses exames não identificarem ou sugerirem uma causa subjacente, pode ser realizada uma biópsia da pele. Biópsias de pele são frequentemente necessárias para confirmar causas bacterianas e parasitárias da perda de pelos ou para identificar causas inflamatórias ou neoplásicas da perda de pelos. Se seu veterinário suspeitar de um problema hormonal, poderá solicitar exames de sangue e urina.

O sucesso do tratamento depende da causa subjacente e do diagnóstico específico. Como a identificação da causa subjacente da condição cutânea pode levar algum tempo, muitos veterinários fornecerão ou prescreverão medicamentos para aliviar qualquer desconforto ou coceira que seu animal de estimação apresente em conexão com a perda de pelos.

Consulte também o conteúdo profissional sobre prurido.