Na pseudomiíase, as larvas de dípteros foram acidentalmente ingeridas e encontradas no trato gastrointestinal de um animal, onde não conseguem continuar seu desenvolvimento. Cães ou gatos infestados por larvas de moscas produtoras de miíase facultativa em feridas ou na pelagem frequentemente ingerem essas larvas ao se lamberem ou durante o ato de higiene corporal. Essas larvas atravessam o trato gastrointestinal e aparecem nas fezes sem serem digeridas. Larvas de dípteros também podem ser eliminadas nas fezes quando um cão ou gato errante ingere carcaças contendo larvas; essas larvas atravessam o trato gastrointestinal e são eliminadas no ambiente externo sem serem digeridas.
A pseudomiíase também pode ocorrer se as fezes encaminhadas para exame parasitológico não estiverem frescas. Moscas adultas causadoras de miíase facultativa podem ter depositado seus ovos nessas fezes, e o desenvolvimento larval pode ter se iniciado.
A Eristalis tenax, a larva de cauda de rato, pode ser observada na calha localizada atrás das vacas em estábulos leiteiros. Essas larvas estão associadas a fezes líquidas e a fezes que não foram removidas do ambiente. As larvas são conhecidas como “larvas de cauda de rato” porque seus poros respiratórios estão localizados na extremidade de um longo tubo respiratório em forma de sifão, situado em sua porção caudal. Muitos produtores rurais erroneamente presumem que as vacas defecaram essas larvas. Os adultos são moscas não parasitas, que vivem livremente.