A rinite necrótica ocorre após lesão da mucosa oral ou nasal e é frequentemente acompanhada por infecção por Fusobacterium necrophorum. Os sinais incluem edema facial, espirros, secreção nasal, perda de apetite e emaciação. O diagnóstico baseia-se nos sinais clínicos e na cultura bacteriana. A prevenção baseia-se em evitar lesões na cavidade oral. Como o corte de dentes deixou de ser amplamente praticado, esse distúrbio teve sua importância consideravelmente reduzida.
A rinite necrótica é uma doença incomum e esporádica de leitões, caracterizada por supuração e necrose do focinho, decorrente de lesões da mucosa oral ou nasal. Há confusão na literatura em razão do uso indevido do termo “bullnose” para também descrever a rinite atrófica.
Etiologia da rinite necrótica em suínos
O Fusobacterium necrophorum é comumente isolado das lesões e indubitavelmente contribui para a rinite necrótica, porém outros tipos de microrganismos estão com frequência presentes. Esses microrganismos penetram por meio de lesões no palato, frequentemente como resultado do corte excessivamente curto dos dentes de agulha ou do uso de alicates cegos.
Achados clínicos e lesões da rinite necrótica em suínos
Os sinais de rinite necrótica incluem:
edema e deformidade da face
hemorragia ocasional
respiração nasal ruidosa
espirros
secreção nasal fétida
às vezes, comprometimento ocular, com lacrimejamento e secreção purulenta
perda de apetite
emaciação
Em geral, apenas um ou dois suínos em um rebanho são afetados.
O edema facial geralmente é firme; contudo, a incisão revela uma massa de tecido necrótico cinza-rosado e de odor fétido ou detritos teciduais cinza-esverdeados, dependendo da idade da lesão. Os ossos nasais e faciais tornam-se acometidos, e a deformidade facial pode ser acentuada.
Diagnóstico da rinite necrótica em suínos
Sinais clínicos e cultura de F. necrophorum a partir de suínos afetados
A rinite necrótica é facilmente diferenciada da rinite atrófica pelo tipo de deformidade facial protuberante observado na primeira. O caráter do exsudato e sua localização nos tecidos do focinho ou da face também são distintivos da rinite necrótica.
Prevenção e tratamento de rinite necrótica em suínos
A prevenção de lesões na boca e no focinho, bem como a melhoria das condições de higiene, ajudam a prevenir a rinite necrótica
Como o corte de dentes deixou de ser praticado rotineiramente, a rinite necrótica teve sua importância reduzida. A prevenção é direcionada à evitação de lesões na boca e no focinho, ao aprimoramento das técnicas de manejo dos leitões e à melhoria das condições de higiene. Quando a doença ocorre repetidamente, os dentes de agulha devem ser cortados com cuidado.
Se a rinite necrótica estiver em estágio avançado, o tratamento pode não ser recomendável. A intervenção cirúrgica precoce e o tamponamento da cavidade com sulfonamida ou tintura de iodo podem ser úteis. Em leitões, a sulfametazina pode ser administrada na dose de 250 mg/kg por dia na água de bebida no primeiro dia e 125 mg/kg por dia nos dias subsequentes, não devendo exceder um total de 5 dias consecutivos.
Pontos-chave da rinite necrótica em suínos
A rinite necrótica é uma condição rara.
A evitação do corte dos dentes elimina efetivamente a rinite necrótica.